16 de jul. de 2015

O mais cruel dos venenos



Em tempos de solidão
Há tristeza em seu coração;
Desça o mais profundo que conseguir
E encontre a desolação.

Armada do mais cruel veneno,
Um sorriso;
Não pisque,
Ou será envenenado.

O mais cruel veneno,
Inveja;
Não pisque,
Você foi desolado.

Em tempos de solidão
Sorrisos quebram seu coração;
Soam tão perto,
Monstruosos;
Uma maldita canção.

Secretos suspiros viajam pelo ar,
àquele que já te fez respirar;
Um amar sempre acompanha um pesar,
Catastróficos sentimentos de medo e luxúria
persistem em nos acompanhar.


Ode àqueles que são imunes ao mais cruel dos venenos,
Que dá para tirar,
E tira sempre mais que dá;
Ode àqueles que são imunes ao mais cruel dos venenos,
O “amar”.





 Victor Mancilha,

Dezesseis de julho de 2015.


17 de abr. de 2015

Janela



Sentado à frente de uma janela,
Tão pequena,
Tão singela.
Através dela posso o mundo mudar,
Sonhar acordado,
Te encontrar.
Mas prefiro ficar sentado,
E te ver passar.

Minha mente cedendo,
O raciocínio some,
E o desejo me consome.

Te observo através de minha janela,
Através dela posso o mundo mudar,
Viver em diversos mundos.
Posso a todos culpar,
Sonhar acordado,
Te encontrar.
Mas prefiro ficar sentado,
E te ver passar.

Oh, maldita seja a paixão
Que o raciocínio não entende,
E a mim sempre vence.

Sentado à frente de uma janela
Fico sentado,
E te vejo passar.

 Victor Mancilha.
 São Paulo, dezessete de Abril de 2015.